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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Em Memória de JF


Já fazia muito tempo que ela chorava assim, tão de repente.
Desde que tudo aquilo tivera início, alguns anos antes ela já sabia em
que buraco estava se metendo.
Buraco? Talvez esse não fosse o melhor termo, mas foi o primeiro que
lhe veio em mente.
É muito complicado viver nesse mundo de gigantes quando não se tem
muito mais de um metro e sessenta.
As coisas costumam tomar rumos que nos fogem o controle algumas vezes,
isso em todos os sentidos da vida. O problema com ela é que ela nunca
tivera controle nem sobre a própria respiração, agora então, sentia-se
completamente desamparada.
Não saberia descrever se era tristeza ou algum vestígio de orgulho
ferido. Ela gostava de acreditar que era arrependimento, mas no fundo
sabia que não era.
Sim, admitia que muitas vezes sentira-se tremendamente traída consigo
mesma por ter decidido ficar quando teve a oportunidade de partir, mas
ela sabia que não trocaria tudo o que tinha construído, tudo o que
ruíra e tudo o que vinha ainda acontecendo pela incerteza do novo e do
inesperado, apesar de ser bem típico de sua personalidade.
O que acontecia com ela era que sua vida que antes fora um universo de
expectativas, sons mirabolantes e efeitos visuais multicoloridos agora
entoava um marasmo que parecia não ter fim, uma escolha feita por ela
mesma.
Talvez fosse de certo um rancorzinho acinzentado que lhe apertava o
peito, quando temperado com saudade e um pouquinho de melancolia,
resultava naquele pranto repentino.
Ela tinha consciência de todos os erros e falhas que cometera e não
admitira, não por falta de humildade, mas por lentidão em
processá-los, em identificá-los logo de cara. Agora, já era um pouco
tarde.
Ela era risonha, festeira, piadista e bem humorada, um pouco lasciva e
venenosa, azeda por assim dizer, mas de toda forma muito doce e
gentil. Ela representava uma fortaleza em relação à opinião alheia,
era marcante, histérica, memorável e parecia entender tudo e todos.
Era enérgica em seus comentários e cautelosa em determinadas
situações. Pecava pelo exagero, mas estava sempre tentando se redimir
de alguma forma, com algum gesto ou alguma preocupação desnecessária.
Não era uma mulher feia, e nem podia dizer-se tão bonita, o que
transformava-a num projeto admirável de ser humano era que tinha tudo
isso já descrito (e muito mais) elevado na quarta potência e ainda
assim dotados de uma espontaneidade que não existe mais nas pessoas de
hoje em dia.
O que ninguém sabia, ninguém, nem o amigo mais íntimo, mais próximo e
mais verdadeiro de ela, era que no fundo, bem lá no fundo mesmo,
naquele lugarzinho perto da Alma, ela era triste e solitária.
Ela se sentia inferior a tantas coisas e tanta gente que se um dia ela
contasse ao mundo, o mundo acabaria em milhões de gargalhadas. Ela se
sentia insegura em muitas situações mas nunca deixara transparecer,
nunca.
Ela se via sozinha no mundo, pequena e perdida, como um pássaro que
nascera sem asas ou um peixe que não possuía guelras: meio fora do seu
meio, sabe?
E ainda por cima, ela fingia não saber por que é que se sentia assim
desde sempre e sempre pensara não saber por quê.
Ela achava bonito ser triste, achava bonito esconder um segredo
dilacerante do mundo e sofrer vagarosa e silenciosamente, sofrer em
metáforas.
Ela era quase um devaneio de Clarice Lispector, misturado a algumas obras de shakespeare...
Na verdade, a personalidade marcante dela só se fazia existir em
função dessa infelicidade oculta, que a devorava dia após dia numa
luta incessante dentro dela mesma pra apagar e acender o brilho que na
verdade, nem existia, era só poesia e divagação...

sábado, 12 de março de 2011

Verdades...


Vamos para algumas verdades... Que saber? Sim, eu mudei e me transformei nisto que você vê, ainda irei mudar muito e sempre pra melhor...
Eu não sou tão legal quanto costumava ser, principalmente com você, e isso porque eu não quero ser usada, pisada e julgada de forma injusta como você sempre fez comigo. Não confio em mais ninguém, porque atrás dos sorrisos falsos existem pessoas que querem me ver pra baixo, que espalham calunias a meu respeito, pessoas que desejam a desgraça da outra e não pensam em como determinadas palavras podem mudar uma vida e o destino das coisas... E quanto ao resto, podemos dizer que eu me distanciei das pessoas porque, no final, eles acabão indo embora ou simplesmente não se importão da mesma forma com que eu sempre me importei. É eu mudei, porque eu percebi que eu sou a única pessoa que ainda se importa em manter alguma humanidade no coração, porque eu sou a única pessoa com quem eu devo contar, já que agora não tenho você e consequentemente sem você eu não me importo com mais nada, com mais ninguém...
Pelo menos até agora, porque eu acho que já posso me importar com mais alguma outra pessoa, já posso me importar com essa outra coisa que tem aumentado dentro de mim... Um desejo e um sentimento que toma conta do meu coração e alegra meus pensamentos.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Desabafos...



Todo mundo espera muito de mim, esperam que eu seja a perfeita criatura que não falha, que não comete erros e muito menos tem ou mantém sentimentos por outras pessoas se estas pessoas não estam comigo. Às vezes acho que todos imaginam e me enxergam como uma maquina, um robô criado apenas para exemplificar como a vida deveria ser vivia ou aproveitada, mas ninguém escuta de verdade o que eu tenho a dizer, o que eu quero dizer. E é muito difícil viver em um mundo onde todos esperam que eu vá fazer grandes feitos ou que eu vá fazer algo surpreendentemente inesperado, ou melhor, esperado e previsível de acordo com o destino e futuro que eles desenham e negritam pra minha vida. Estou cansada, estou há muito tempo fazendo coisas pelos outros e nunca por mim, fazendo de tudo para que todos fiquem bem e sem preocupações e isso inclui eu fingir estar bem a todo tempo, não suporto mais viver todas essas mentiras e conviver com toda essa falsidade e corrupção.

Onde no primeiro erro eu sou julgada e condenada, seria isso justo? Levando em conta tudo o que eu fiz por todo mundo, levando em conta tudo o que eu sonhei pra minha vida... Não, eu não acho que eu tenha sido tão cruel e egoísta assim, eu ainda estou aqui por você e por todos aqueles que nem se quer se importam comigo, eu ainda estou aqui gritando o meu amor para que todos possam ouvir. Mas ninguém escuta, ninguém vê e ninguém sente porque eu nunca fiz nada disso antes, pelo menos não por mim, e hoje fica cada vez mais distante a esperança de que exista algo bom pra mim. Talvez meu destino seja esse, ser solitária e viver em pro dos outros, seguindo essas regras que eu mesma criei e vivi durante toda a vida. E é engraçado como faltam palavra, parece que estou pobre e muda para explicar a forma com que me sinto hoje. Eu tenho tentado de verdade, buscado forças até em coisas que eu não costumava acreditar ou dar importância, mas nada consegue curar essa sensação de angustia e vazio, eu tenho sido apenas lamentações misturadas a um profundo oceano de lagrimas onde nada mais parece fazer algum sentido, nada mais parece ter algum significado de verdade. É um mundo dificil onde todos acham tudo tão bonito e eu não consigo achar nada disso...

Todo mundo tem esperado muito de mim e não me dado nada em troca, eu mesma andei esperando muito de mim mesma e no final eu tenho sentido essa estranha sensação de que não me tornarei nada, porque não tenho muito mais tempo pra nada disso e nem quero ter muito mais tempo pra nada disso. É como se algo me gritasse para aproveitar o que ainda me resta, mas eu nem se quer conseguisse correr atrás e aproveitar nada disso, porque eu perdi você e isso era tudo o que eu poderia querer neste momento. Então como eu poderia aproveitar alguma coisa se tudo o que eu quero ou preciso diz respeito a você e a nós? Tudo que eu poderia aproveitar e tudo o que eu quero poder aproveitar seria estar junto de ti e nunca mais sair do seu lado. Eu apenas não quero que isso seja o fim, não o nosso...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

sábado, 29 de janeiro de 2011

Um desabafo...




Porque mesmo que eu sou tão educada? Porque que eu sou tão boazinha? Às vezes acabamos com nossas qualidades achando que são defeitos, achando que a vida poderá ficar melhor ou nos tornaremos alguém melhor. Mas eu me pergunto a cada dia mais por que me permiti acabar com aquele coração de pedra, cravado no interior de uma fortaleza e coberto por uma armadura de gelo e dureza... Antes fosse rotulada como insensível e fria, do que ser rotulada como a idiota ou a boazinha que sempre fará tudo pelos outros sem interesse, e tudo por quê? Porque ama e como ama fará tudo pela pessoa amada.
E mesmo após ter ouvido as palavras mais insensíveis e frias da boca de quem mais ama, ainda sim sabe que no dia seguinte estará correndo atrás de novo, porque ama e o amor não poupa forças pra alcançar o que quer...  Mas ele se esquece que essas incansáveis batalhas podem custar à vida de quem o possui. Eu não quero amar nunca mais, se o amor realmente significar isto que venho vivendo e passando. Eu não quero sentir mais nada, não quero ver ninguém ou ouvir as pessoas tentando criar essa ilusão tola de que tudo ficará bem... Eu simplesmente não quero mais conviver com nenhum ser humano, seja ele da família, conhecidos, amigos ou qualquer outra coisa... Eu não quero mais ninguém e não quero mais nada.
Sim, eu estou partida, de uma maneira que é impossível de restaurar e trazer de volta ,talvez eu esteja morrendo...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Por Tudo...


Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas. Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois alguém roubou você de mim. E eu sei que hoje é um outro dia, um novo dia, mas a menina com olhos cor de avelá ainda chora. Eu ainda choro por você...

Lembranças



Qualquer coisa que você faça será insignificante, mas é muito importante que você o faça. Você pode não saber qual é o significado da sua vida, não precisa. Precisa apenas saber que ela significa alguma coisa. Toda vida tem um significado mesmo que dure 100 anos ou 100 segundos, toda vida tem. E cada morte, muda o mundo do seu próprio jeito. Ghandi sabia disso. Ele sabia que sua vida significava alguma coisa para alguém, em algum lugar, de alguma forma. E ele sabia com muita certeza que ele jamais saberia o significado dela, ele entendeu que viver a vida, deve ser mais uma grande preocupação, do que um entendimento. E eu também. Você pode não saber, então, não leve isto por certo, não leve isso muito a sério. Não adie o que você quer, não deixe que nada o impeça, apenas tenha certeza, de que as pessoas com que você se preocupa saibam e tenham certeza do que você realmente sente, porque só assim tudo pode acabar…
Remember Me

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Desejos


Eu realmente não me importo se você está mentindo sobre sua inocência
Mas você pode contar comigo acima de tudo, quando realmente precisa
São as coisas simples que você faz que me faz pensar em você e sorrir
E eu sei que não temos nos falados por um bom tempo desde aquele dia
São muitas coisas pra se falar, mas nenhuma frase que se forme faz sentido
Mas você não faz ideia do quanto eu tenho tentado te tirar da minha mente
De repente eu estou com medo que isso não seja real, não possa ser real
E de alguma maneira você me toca onde realmente dói
Essa é a parte que eu não posso esquecer, eu não sei se devo seguir ou ficar
Porque amar você parece suicídio e eu sei que este sentimento é meio louco
Mas você sabe, espero que saiba, o quanto você levou de mim desde de seu 'oi'
Quando você está muda, mas tenta falar e eu te digo o que fazer
Eu sei que palavras bonitas também podem machucar
E eu desejo que abra os olhos e volte a enxergar como antes
Porque mesmo quando tentam me convencer de que você está mentindo
Eu continuo pensando no quanto nós transpiramos sentimentos cada vez mais parecidos,
Enquanto todos estam dizendo que você não precisa ficar
Eu continuo insistindo que você deveria ficar aqui
Porque eu desejo ser o seu amor, ser o seu tudo e entregar tudo de mim também
Eu desejo que você esteja aqui, molhada pela chuva e com aquela expressão que tanto mexeu comigo...

sábado, 1 de janeiro de 2011

This is war


Capitulo I – O nascimento

Era noite e parecia que o mundo desabaria em poucos minutos lá fora com uma tempestade que se aproximava, eu estava em meu quarto deitado em um estado de sono não muito profundo. Mas morando em uma cidade grande, mesmo quando se está em seu quarto sozinho sempre vai existir algo misterioso ou curioso para chamar sua atenção e lhe roubar o sono.
Era tarde quando escutei que alguém batia em minha porta, insistindo ate que do nada parou e um silêncio suspeito tomou conta do lugar. Eu me levantei e fui em direção a porta ainda meio confuso e tonto pelo sono e ao abrir me deparei com nada, era como se não existisse ninguém e tudo não tivesse passado de um sonho. Ao observar os corredores percebi que haviam deixado algo em minha porta, uma foto minha deitado em minha cama, como eu estava ate poucos segundos atrás. Quando levantei meus olhos vi uma figura assustadora vindo em minha direção, mesmo com todas as hipóteses de que poderia ser um ladrão ou qualquer coisa do tipo eu podia sentir que era algo mais, era a morte que caminhava em minha direção a passos largos. Tranquei minha porta e me afastei, mas ele conseguiu entrar e me vi disposto a tentar a única saída e solução que eu tinha naquele momento e sem pensar duas vezes me joguei pela janela de meu quarto em direção a noite escura lá fora. Aquela queda foi como um renascimento, um filme passando diante de meus olhos e ainda sim me senti na obrigação de fugir de tudo aquilo, eu estava sendo caçado e algo me dizia que aquele homem representava a justiça por trás dos meus pecados, mas eu escapei pelo menos naquele primeiro momento.
Eu corri através da noite, cheguei a um lugar que não me era estranho, acho que já estive aqui durante minha infância ou algo do tipo. Mas não me lembro como cheguei ate aqui, tenho flashes de um lugar escuro e apertado e em seguida estar próximo daqui. Seja lá o que tenha acontecido isto me trouxe de volta ao meu passado e todo um tempo em que a inocência se fazia presente, olhando mais de perto para minha vida hoje vejo todas as marcas que criei e ganhei ate os dias de hoje, todas elas gravadas sobre minha pele e em todos os lugares que minha vista conseguiam alcançar, como um testamento que contava cada momento da minha vida.
Eu não tenho mais escolha, estou de volta ao meu lar, carregando todos os fantasmas do meu passado. Ainda estou andando entre o instante que define a vida e a miséria das mentiras, mas eu não irei cair desta vez. Lutando contra cada erro, contra cada medo e mesmo que eu seja acertado uma ou duas vezes, está ainda é a minha vida e a minha história. Eu simplesmente não posso fugir de mim mesmo pra sempre...


Capitulo II – A segunda vida

Eu estava voltando pra casa, esperando que não fosse tarde de mais para ela ou para mim, aquela noite fria cobria as ruas com uma leve neblina e um silêncio profundo. Talvez fosse apenas o vazio que eu sentia a alguns dias desde de que havia decidido voltar a viver estas mentiras, permitindo que eu fosse punido por meus pecados.
Ao chegar algo me chamou atenção, parei sem hesitar e senti como se algo dentro de mim voltasse a bater. Eu me aproximei dela, mas ela já não era a mesma e estava disposta a tudo para salvar e manter suas próprias verdades. Ela me acertou e me beijou de leve como se estivesse dizendo adeus, mas eu não podia simplesmente virar as costas e aceitar que ela havia decido ir embora e levar todo o meu ar consigo. Eu a segui e ela estava lá sentada, no mesmo lugar onde a encontrei pela primeira vez e em silencio eu me sentei ao seu lado enquanto ela olhava em meus olhos, mas uma vez ela me beijou de uma forma apaixonada e novamente ela se foi. Sinto-me preso a este momento, sei que possuo a chave para me libertar disto, mas existem muitas batalhas a serem ganhas antes que eu realmente possa me afastar de tudo.
Não sei para onde seguir, onde ela estaria e eu só consigo seguir meu coração, ele está me guiando através do tempo e jamais me deixaria falhar novamente com ela. É um lindo desastre que estou prestes a testemunhar, ela está correndo pra longe, mas acaba voltando sempre em busca de redenção. Subimos ao ponto mais alto de nossa história e voltamos ao inicio dela, você pode tentar fugir e escapar. Mas o que mais deseja é a forma arrependida com que vivemos nossos dias após estes erros, com culpa e arrependimento você transforma a morte de nossos olhos em um novo tipo de vida, um tipo de vida que você guardara ate o momento em que decidir usar novamente.


Capitulo III – A morte

Eu não lembro como foi que isto começou, era pra ser diferente, para me libertar. Mas agora tenho diante de mim aquela mesma cena, já presenciada tantas vezes antes, como um filme que volta e repete o tempo inteiro na minha cabeça, acho que o fim chegou. Ele está dizendo que precisa ir, repetindo que precisa de espaço, que não consegue respirar enquanto está ao meu lado. Não importa todas as vezes que eu te entreguei todo o meu ar, ainda não foi o suficiente e agora eu não sei pra onde você está indo.
Sem se importar com todas as noites em que eu menti, enquanto acordado observava o som da chuva lá fora, sentindo que algo estava faltando aqui dentro. Eu estou sentindo meu coração bater novamente, quebrando cada regra ditada pelo meu cerebro eu estou queimando e deixando que tudo volte a ter vida... Estou matando aquela velha vida que eu costumava ter apenas para salvar a minha própria vida, eu estou jogando tudo pro alto apenas para provar que estava certo o tempo todo. Este furacão que nos levou até aqui é a forma mais honesta de eu dizer que não importa quantas vezes possa morrer, algo sempre me colocara no seu caminho novamente.
Você pode continuar vivendo nesta mentira que criou, mas eu nunca irei me arrepender deste fogo que queima dentro de nós. Já faz algum tempo que não temos controle sobre estas coisas, estamos perto de explodir e nos queimar em meio às chamas. Você está rezando mais uma vez, pedindo por dias em que apenas era capaz de esquecer todas as coisas que vivera e seguir sozinha. Mas ninguém escuta suas preces porque você ainda se pergunta se é realmente isto que você quer, e você não sabe dizer com toda certeza se preferia me ver morto ou me ver sendo torturado, por este abandono e todo este sacrifico e por cada pecado que eu já cometi. Você ainda me quer e sempre precisara de alguém como eu para viver este tipo de mentira, onde você sabe que está errada e eu estou certo e então brigamos. E você assiste enquanto a deixo mais uma vez sozinha, enquanto caminho em silencio e todo o caos interior permanece vivo, batendo em nossas portas ate que tentemos novamente, ate chegar ao ponto que sem me importar com toda a nossa história eu estarei fugindo para a noite, apenas para salvar sua vida e manter minha consciência sã.
Repetiremos dia após dia às mesmas cenas, os mesmos papeis onde ninguém cede ou avança. Você repete todas as mentiras anteriores e eu continuo jurando em vão. Em seu quarto vazio você reza por dias melhores, mas ninguém realmente pode te escutar agora que você se perdeu em meio a tantas batalhas, eu estou fugindo através da noite de volta pra você. Por mais que você ache que não precisa de mim, sou eu quem ainda sacrifica todo o meu ar, que carrega todas essas marcas em forma de esperança, que comete todos os seus pecados e ainda sim, continua vivo por suas mentiras...

sábado, 25 de dezembro de 2010

Então é Natal

Eu não quero muito nesse natal só tem uma da qual eu preciso
Eu não me importo com os presentes que estão em baixo da arvore
Eu não preciso pendurar a minha meia na lareira
Eu não vou querer imaginar a neve ou estar entre todos os meus amigos

Eu não vou fazer uma lista e mandar para o pólo norte para S. Nicolau
Porque Papai Noel, você não vai me trazer a única coisa que eu realmente preciso
Não vai trazer o meu amor de volta para mim...
Mas ainda sim, feliz natal para quem ainda tem um feliz natal
Pois este é apenas o começo de muitos e muitos natais tristes...

domingo, 19 de dezembro de 2010

Cena III - Otelo

"Adorável criatura! Que minha alma a apanhe a perdição, se eu não te amar; e se não te amo, que este mundo volte de novo para o caos." Otelo

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

...

É engraçado como a inspiração some no corre- corre dos dias cheios, nas preocupações de diversos tipos, na vida que insiste em correr... Mas prometi que escreveria algo e aqui estou tentando não parecer muito formal ou idiota ao escrever pra ti. Eu posso dizer que adquirir a estranha mania de sentir medo quando penso de mais, logo acho que arrumei sérios ‘problemas’ quando passei a pensar, alem da conta, em você. São como momentos em que tudo fica claro e ao mesmo tempo sem sentido, não sei dizer por que faço certas coisas ou por que deixo de fazê-las a primeiro instante, mas conquistar é ‘ter querendo’, ou não. É nem sempre poder estar por perto, mas carregar consigo a todo o momento. Não implica em precisar, mas ser grato por existir. 
Enfim, você deve estar se perguntando sobre o que eu estou falando exatamente, pois bem, algumas coisas perdem seus significados quando tentamos explicar de mais, e sinceramente eu queria poder dizer o que estou tentando explicar. Mas não posso... Não pense que é por medo, apenas acho que isto não se resume a algo especifico ou contato físico, também é pensamento e isso é que torna isto meio assustador. Por que eu já não conheço muitas pessoas que fazem eu me sentir desta forma, ou seja, isso é raro e como tudo que é raro, dá medo de perder e dá medo de aceitar viver, aceitar e deixar acontecer.  Sabe aquele jeito de se explicar e aquele sorriso que só você sabe fazer, observei todas as expressões do seu rosto, principalmente aquela que faz enquanto me leva a fazer favores ou atender seus pedidos por mais bobos que sejam.
Em resumo, nem tudo tem um sentido ou jeito para acontecer, mas sempre acontece. Enquanto eu escrevo o tempo voltava todo na minha cabeça, em certas horas era como se eu estivesse lá vivendo tudo aquilo de novo e de alguma forma, ainda sim eu não encontro nenhuma resposta. É como um quebra cabeça que não da pra saber qual peça colocar primeiro, olhando ninguém sabe se está tudo errado ou se é assim que é certo. Mas tudo bem, porque no final tudo se encaixa, tudo se resolve...

domingo, 12 de dezembro de 2010

Recomeçando

Sabe quando você começa a achar que realmente gosta de um garota? É quando você começa a ri até das besteiras que ela fala..


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

...

Decidi não ficar mais triste. Certas coisas não valem minha dor, pessoas, muito menos... como se fosse fácil.

domingo, 28 de novembro de 2010

...

Algum tempo antes de você voltar a minha vida, eu percebia que o amor era a única ponte entre o invisível e o visível que eu era capaz de conhecer, era a única linguagem eficiente para traduzir as lições da vida. Não conhecia o amor e tão pouco o entendia, mas por ter certeza da sua existência é que continuei existindo. Então você veio, e entendi tudo isto, você chegou para me libertar da escravidão que eu mesma havia criado, para dizer que eu estava livre. Eu entendi tudo que precisava saber, e te amo mais do que amei qualquer coisa antes, mais do que amei a mulher que me levou, sem querer, a solidão.. Vou me lembrar sempre que o amor é a liberdade. Esta foi à lição que demorei tanto tempo pra aprender. Esta foi à lição que me exilou, e que agora me liberta. Temos um mesmo caminho, poderíamos segui-lo juntas. Mas apesar de ninguém poder possuir o que existe de mais belo na Terra, podemos conhecer e amar.
Através destes momentos, ninguém poderia possuir a si mesmo e tão pouco controlar o que sente. Por isso quando nos conhecemos, e parece que eu sempre conheci você, porque não consigo lembrar como era o mundo antes, mostrei-lhe meu lado mais humano e frágil. Falei sobre meus medos, meus planos, meus sonhos por mais tolos e bobos que pudessem parecer ser e nunca me entreguei tanto a alguém como me entreguei a você. Você foi à esperança dos meus dias de solidão, a angustia dos meus momentos de dúvida, a certeza de meus instantes de fé.  Por isso eu te dou flores de presente porque nas flores está o verdadeiro sentido do amor. Quem tentar possuir uma flor verá sua beleza murchando. Mas quem apenas olhar uma flor num campo, permanecera para sempre com ela. Porque ela combina com a manhã, com o pôr-do-sol, com o cheiro de terra molhada e com as nuvens no horizonte. Ninguém pode possuir um pôr-do-sol, como aquele que vimos uma tarde. Assim como ninguém pode possuir uma tarde com a chuva batendo na vidraça como às vezes em que assistíamos a chuva pelas janelas... Isto a vida me ensinou. Talvez você nunca seja minha como nunca foi, mesmo antes, e por isso terei você pra sempre. A vida inteira eu me lembrarei de você, e você se lembrara de mim. Assim como nos lembraremos do entardecer, das janelas com chuva, das coisas que veremos sempre porque não podemos possuir ou  compreender, apenas guardá-las e lembrá-las  como algo que nos trazia sentido e felicidade durante nosso dia, mesmo que por instantes. Por que esses instantes trazem um amor tão intenso que justifica o resto de nossos dias.....

sábado, 23 de outubro de 2010

2 anos e 5 meses


Como é possivel amar alguém que já não ama você?
E eu permaneço sangrando, enquanto existir esse amor em mim...